“A Maldição da Mansão Bly” revisita e expande com esmero o universo criado por Mike Flanagan em “A Maldição da Residência Hill”.


AApós o sucesso de A Maldição da Residência Hill, criada por Mike Flanagan e lançada em 2018, a Netflix já entendeu bem qual é a fórmula que encanta o público. O combo de casa mal assombrada, problemas familiares, fantasmas e crianças sinistras garante uma boa história para quem gosta do gênero. Dessa forma, nasce A Maldição da Mansão Bly.

A jovem estadunidense Dani Clayton (Victoria Pedretti), tentando fugir do seu passado, viaja à Inglaterra e é contratada para ser au pair de dois órfãos, Flora (Amelia Bea Smith) e Miles (Benjamin Evan Ainsworth), sobrinhos do lorde Henry Wingrave (Henry Thomas). Antes de iniciar o trabalho, o lorde já a alerta que as pessoas têm certa resistência sobre a mansão pela morte dos pais das crianças e o suicídio da última babá, Rebecca Jessel (Tahirah Sharif), mas não há nada se preocupar.

https://www.youtube.com/watch?v=5QHl7wRBfOU

Quando chega à sua nova residência, Dani conhece as crianças e os outros funcionários: a governanta Hannah Grose (T’Nia Miller), o cozinheiro Owen (Rahul Kohli) e a jardineira Jamie (Amelia Eve). Apesar de se encantar pela beleza do lugar e pela doçura de Flora, não demora muito para que a au pair note alguns sinais que Bly não é um lugar tão maravilhoso assim.

Seguindo o mesmo modelo de sua antecessora, A Maldição da Mansão Bly se aprofunda muito nos aspectos psicológicos dos personagens, mostrando eventos passados e quais foram suas consequências. Os episódios, além de desenvolverem a trama central, contam um pouco da história de cada um e, dessa maneira, o espectador vai tendo vários fragmentos e consegue, aos poucos, construir o fio da história e desvendar as peças do quebra-cabeça.

Quem era Quem?
Relembre quais personagens de Residência Hill aparecem em Mansão Bly. Nellie é Dani; Theo é Viola; Luke é Peter.

Não é um enredo fácil e é preciso prestar atenção nos detalhes dados para conseguir entender todo o conjunto, mas o ambiente criado pela série é extremamente suscetível para que o espectador fique super imerso e não tire os olhos da tela para não perder um segundo de história.

Apesar dos elementos sobrenaturais, que dão o terror ao programa, A Maldição da Mansão Bly parte mais para o drama e suspense psicológico, tendo poucos momentos de reais sustos. Ao longo dos episódios, o clima é carregado de tensão e momentos intensos, com direito a bastante frio na barriga, mas não espere para sentir o coração acelerando com um jumpscare, pois não é o objetivo. Na realidade, talvez você até chore, e não é de medo. Acredite em mim: a série te fará ter pena de fantasmas.

Para quem está acostumado com o gênero, já adianto que há muitos pontos previsíveis na história, mas acredito que não era algo tão relevante para a equipe de produção. A série é baseada no livro A Volta do Parafuso, de Henry James, que já foi adaptada algumas vezes para as telas. Se você já assistiu Os Inocentes (1961), Os Que Chegam Com A Noite (1971) ou Lugares Escuros (2006), certamente já vai conseguir prever alguns acontecimentos – mas não se preocupe, pois isso não atrapalha nada no aproveitamento. Por mais que a história seja interessante, o que mais ganha destaque é a forma como é construída, a apresentação dos personagens e a atuação do elenco.

Os personagens de “Mansão Bly” e “Residência Hill”

Tendo a Residência Hill como antecessora, as expectativas são altas, mas Mike Flanagan e sua equipe conseguem trazer uma outra história com a mesma qualidade e repetindo alguns pontos específicos da anterior, como o termo forever house (casa eterna), que tem diferentes significados para cada trama. Já pode ligar a Netflix e preparar a pipoca para maratonar A Maldição da Mansão Bly. Ah, é melhor pegar uns lencinhos, tá?

Compartilhe

Twitter
Facebook
WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Pocket
relacionados

outras matérias da revista

Televisão
Bruna Curi

Arquivo Morto

“Arquivo Morto” é uma série policial cuja trama segue uma equipe de detetives responsáveis por desvendarem antigos casos não solucionados pela polícia. “Não são apenas processos em caixas. São pessoas”. Com uma das frases mais impactantes da série, a detetive Lilly Rush (Kathryn Morris) é a protagonista da série Arquivo Morto (2003-2010), que foi ao ar pela primeira vez há 15 anos atrás. Com um total de sete temporadas e 156 episódios, a produção televisiva é dirigida por Meredith Stiehm, revolucionando as séries de investigação que existiam na época. A série foca na vida da detetive Lilly, integrante da equipe de homicídios da

Leia a matéria »
Opinando
Mike Faria

Divagando / “Jonas Brothers: a famosa volta dos que não foram”

“Capa do single novo Sucker na madrugada de sexta-feira”. Foi assim que o mundo inteiro se deparou com a volta dos três irmãos que fizeram parte da adolescência de muitos jovens e embalaram suas primeiras paixões, as tais decepções amorosas ou as festas com o grupo de amigos. São eles os Jonas Brothers, banda formada pelos irmãos Joe, Nick e Kevin Jonas. Seis anos após a separação, a boyband que se destacou nos anos 2000 pela grande identificação com os jovens e o ritmo que conquistou nossos ouvidos, anunciou seu retorno completo para 2019. O momento é marcado pelo lançamento

Leia a matéria »
Back To Top